
Por Karina Brasil
Ilustração: Fiocruz
Salvador é a capital do Nordeste com maior número de casos de intoxicação, conforme dados de 2007 do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sintox). A cidade registrou 32,62% das ocorrências de toda a região. Os dados de 2007 do Centro de Informações Antiveneno da Bahia (Ciave) apontam que, das 2.307 pessoas de 0 a 14 anos internadas, 1.064 eram menores de cinco anos.
Os venenos atingem as pessoas pela pele, respiração e boca. Especialistas atribuem a maior incidência dos casos na primeira infância ao fato dos garotos não conseguirem dimensionar o perigo nesta fase. Pior: “a criança sofre conseqüências mais sérias de intoxicação, comparando com um adulto, por possuir estrutura corporal menor e metabolismo rápido”, conforme o site oficial da ONG Criança Segura.
“O ambiente doméstico é onde as crianças mais se envenenam”, afirma a diretora do Ciave, Daisy Schwab. É importante ficar atento a qualquer produto que traga risco, como medicamentos, materiais de limpeza e alguns vegetais utilizados em ornamentação. Em áreas litorâneas, é necessário atenção redobrada com animais marinhos,que causam intoxicação, a exemplo de águas-vivas, caravelas e peixes como o baiacu (que, se ingerido, pode levar a óbito em até 15 minutos por parada respiratória).
Em caso de envenenamento, deve-se entrar em contato com o Ciave (0800 284 4343) e procurar a unidade de saúde mais próxima. O contato com plantas tóxicas ou animais peçonhentos, ingestão de alimentos de origem duvidosa ou com alteração de sabor, cheiro ou aspecto, pode acarretar alguns dos sintomas abaixo: aparecimento repentino de vômito, convulsão ou desmaio; respiração difícil; manchas ou cheiros estranhos na pele ou em roupas. Os sintomas podem aparecer isolados ou simultaneamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário